PALAVRA DO PRESIDENTE

Concorrendo com as negociações entre as classes laborais e as patronais, e, até mesmo, com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), está tramitando no Congresso Nacional vários projetos de lei que alteram direitos trabalhistas consagrados.

É preciso participarmos mais ativamente destas discussões políticas, senão até nos movimentarmos nacionalmente, para evitar que estas reformas levem à exploração legalizada do trabalhador.

Percebam que, sob título de “Reforma Trabalhista”, poderemos perder todas as conquistas negociadas nos acordos coletivos, além de sofrermos uma flexibilização nos formatos de contratação que é extremamente predatória à estabilidade do vínculo empregatício e aos direitos cumulativos por tempo de serviço ou planos de carreira.  

A este se soma a chamada “Reforma da Previdência”, que propõe, da parte do governo, o trabalhador se aposentar poucos anos antes da expectativa média de vida do brasileiro (que é 75,5 anos, segundo IBGE). Quer dizer, somos, para este governo, apenas “pilha” (leia-se energia de produção para alavancar o país, como se o Brasil fosse a meta e não os brasileiros, os cidadãos, a vida)!

Mudanças sugeridas, ainda nas comissões, mostram alguma melhoria no sentido de garantias dos direitos do trabalhador. No entanto a reação é tímida!

Todo este cenário nos leva à necessidade de entender que a força coletiva, representada nos agrupamentos sindicais de cada categoria profissional, é a única maneira de lutarmos e vencermos! Só a sociedade organizada, como força sindical (além de ONGs e associações outras) pode confrontar, do lado de cá do congresso, na prática do mercado o desrespeito ao trabalhador e ao valor do trabalho. Não é sem porque, portanto, que, mais uma vez, chamo à sindicalização! Venha para a luta e traga mais companheiros.

 

Deosdete Gonçalves da Silva

Presidente do Sincon-MT